A cerimônia de inauguração reuniu produtores rurais, representantes do governo estadual e municipal, parceiros comerciais e colaboradores que trabalharam para tirar do papel um projeto que promete transformar a economia do leste mato-grossense. A data marca o início de uma nova fase para a região — e para o setor sucroenergético nacional.

Um projeto construído no coração do Araguaia

A planta industrial da Alvorada Bioenergia está estrategicamente localizada em Canarana, município que ocupa posição central na produção de milho do Mato Grosso — o maior estado produtor de grãos do país. A proximidade com as lavouras da bacia do Araguaia elimina boa parte dos custos de frete que historicamente oneravam plantas semelhantes instaladas mais longe das zonas produtoras.

O projeto levou cerca de três anos desde a aprovação do licenciamento ambiental até a primeira moagem. Ao longo desse período, mais de 800 trabalhadores foram mobilizados nas obras de construção civil e montagem industrial, gerando renda e aquecendo o comércio local.

Vista noturna da planta industrial da Alvorada Bioenergia. A iluminação destaca as torres de destilação e o complexo de secagem de DDGS — estruturas que operam 24 horas por dia.
Vista noturna da planta industrial da Alvorada Bioenergia. A iluminação destaca as torres de destilação e o complexo de secagem de DDGS — estruturas que operam 24 horas por dia.

Mais que etanol: uma biorrefinaria completa

Diferentemente das usinas canavieiras tradicionais, a Alvorada Bioenergia opera sob o conceito de biorrefinaria integrada. Cada tonelada de milho processada gera não apenas etanol, mas também uma cadeia de coprodutos de alto valor agregado: o DDGS (Distillers Dried Grains with Solubles), proteína concentrada amplamente utilizada na pecuária como substituto ao farelo de soja; o óleo de milho degomado, com elevado potencial para o biodiesel; e o CO₂ biogênico, que poderá ser capturado em etapas futuras.

A unidade também conta com uma cogeradora de energia elétrica com capacidade instalada de 84 mil MWh anuais, suficiente para abastecer a própria planta e ainda exportar excedentes à rede — reforçando o compromisso da empresa com a matriz energética renovável brasileira.

"Canarana sempre foi conhecida como celeiro de grãos. Agora ela vai se tornar também um polo de transformação. A Alvorada Bioenergia não é apenas uma indústria — é o elo que faltava para fechar o ciclo de valor aqui mesmo no Araguaia."

Diretoria da Alvorada Bioenergia — Cerimônia de Inauguração, maio de 2025
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